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O texto, agora em formato de livro, é fruto de uma pesquisa realizada em três aldeias da Província de Cabinda, República de Angola, com o objetivo de estudar as relações que são criadas entre o português, língua oficial, e as línguas locais angolanas de origem africana, no processo de ensino e aprendizagem. Partiu-se do princípio de que as crianças, nestas aldeias, aprendem o português na escola. Diante deste pressuposto, surgiu a questão: "Como as crianças que, a partir do seio familiar, falam uma língua local angolana de origem africana aprendem o português?" Com essa questão, foi feito um estudo exploratório que se traduziu em assistência às aulas, entrevistas às professoras, aos diretores e a alguns encarregados de educação das escolas primárias das três aldeias e no acompanhamento de aulas e dos momentos recreativos dos alunos. Dos dados coletados, constatou-se que, nas duas primeiras escolas, as de Zôngolo e Fortaleza, as línguas locais são silenciadas pelo português, língua oficial. Na escola de Chiela, a língua local angolana de origem africana é usada como meio para a compreensão do português, norma padrão, na sala de aula.
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